O líder da bancada do Partido Socialista na Assembleia Municipal de Lisboa (AML), Manuel Portugal Lage, afirma que a intenção de congelar as “rendas” da habitação municipal, anunciada por Carlos Moedas, não passa de mais uma manipulação do autarca. A medida anunciada pelo autarca lisboeta não terá qualquer impacto na maioria das famílias cujo regime de arrendamento é a renda apoiada.
O mesmo se aplicará às famílias na situação dos contratos de arrendamento da renda acessível. O último ano em que se aplicou a atualização de rendas com base nos coeficientes foi em 2013, e que as rendas em vigor em 2022, serão as mesmas em 2023, disse Manuel Portugal Lage em artigo de opinião publicado no Observador.
O deputado municipal acrescenta ainda que o presidente da Câmara Municipal de Lisboa (CML) sabe muito bem que os aumentos de renda com base nos coeficientes de atualização anualmente publicadas em Diário da República, não são aplicados nos contratos de arrendamento de renda apoiada. E estes representam cerca de 97% dos contratos existentes com o património habitacional da CML, que é gerido pelas Gebalis. Assim – uma vez que a taxa de esforço no pagamento da renda se mantém, as mesmas não serão atualizadas – os benefícios para os agregados familiares anunciados por Carlos Moedas já o eram antes de serem anunciados e decorrem da fórmula de cálculo das rendas em vigor nas casas geridas pela Gebalis.
Para o deputado municipal é preciso falar verdade, este apoio vai abranger apenas cerca de 684 famílias às famílias. Uma medida sem qualquer impacto na vida das famílias de renda apoiada, que terão um aumento das despesas do seu orçamento com o crescimento da inflação e o encarecimento do custo de vida.
Para Manuel Portugal Lage é imperioso que Carlos Moedas siga o caminho da lealdade a Lisboa e aos lisboetas, sempre no caminho da verdade.
Lisboa os Lisboetas podem contar com o PS!
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