Na reunião da Assembleia Municipal de Lisboa realizada a 21 de novembro foi apreciada a informação escrita do presidente da Câmara Municipal de Lisboa. O deputado municipal do Partido Socialista, Hugo Lobo, fez a avaliação deste documento e começou por deixar uma primeira nota “pela pobreza de concretização, pelo pouco que diz, pelo muito que não diz, pelo pífio conteúdo de três páginas que nos é apresentado”.
Esta informação apresentada à Assembleia “veio provar à sociedade que Carlos Moedas é que parece não ter percebido que ganhou as eleições autárquicas, que tem por obrigação governar, planear, concretizar, melhorar a vida dos lisboetas.”, afirmou ainda o deputado do PS. Muitas das medidas enumeradas, são iniciativas do executivo anterior, nomeadamente, a devolução do IRS, que devolvia a percentagem mais elevada de toda a área metropolitana de Lisboa.
Em matéria de habitação, o atual executivo “prossegue o que já vinha sido executado do mandato anterior, com uma referência ao Programa de Arrendamento Apoiado, idealizado e iniciado pela governação socialista na cidade de Lisboa”, considerou também o deputado municipal Hugo Lobo. No escasso documento apresentado faz ainda referência à fábrica de unicórnios, “que mais não é, do que uma sala do “Hub do Beato”, criado com pela maioria socialista, com uma capa propagandística”.

Em nome da transparência, Hugo Lobo referiu mais uma vez, a necessidade urgente de ouvir os esclarecimentos, acerca da atuação da Câmara Municipal sobre um ajuste direto que “envolve o pagamento a posteriori'” da utilização do pavilhão da FIL para funcionamento de um centro de vacinação à Covid-19. O espaço então cedido “a custo zero pela Fundação AIP”, e que permitia a diminuição de custos relativamente ao conjunto de locais até então em funcionamento”, foi uma garantia badalada por Carlos Moedas, em novembro de 2021.
São muitas as questões que continuam por clarificar e sobretudo por operacionalizar em benefício da cidade e dos lisboetas. Para o Partido Socialista, na informação escrita continuam ausentes muitas das necessidades sentidas pelos lisboetas, como, mais habitação, espaços verdes cuidados, melhoria da higiene urbana, mobilidade e o regulamento para as trotinetes, políticas sociais, edução, desporto, cultura, entre outras áreas onde a falta de resposta é uma realidade, como o ruido, a iluminação de espaços públicos ou a segurança, há muito exigidas pelo Partido Socialista.

Assista à intervenção do deputado municipal do Partido Socialista, Hugo Lobo.

Comments are closed, but trackbacks and pingbacks are open.