Integrado na ordem de trabalhos da sessão plenária de hoje, dia 9 de maio, da Assembleia Municipal, realizou-se o Debate de Atualidade sobre o tema “Plano de mobilidade da Zona Ribeirinha”. Este debate foi requerido pelo Grupo Municipal do Partido Socialista (PS).

No dia 26 de abril foi implementado pela Câmara Municipal de Lisboa, o plano de condicionamento temporário de trânsito, para a Zona Ribeirinha e Avenida 24 de Julho, entre a Avenida Infante Santo e a Avenida Mouzinho de Albuquerque, o que afetará a circulação em toda a área abrangida. Para o PS é inegável a necessidade de obras estruturantes como, o Plano de Drenagem de Lisboa ou a expansão do Metropolitano de Lisboa.

No entanto, as previsibilidades dos prejuízos causados deveriam ter sido acautelados previamente pelo executivo de Carlos Moedas, o que não se verificou. O compromisso com a cidade e com o bem-estar das populações é um imperativo para o PS e deveria ter sido salvaguardado atempadamente, exigindo por isso, que as medidas implementadas, sejam revistas e criadas alternativas para mitigar os prejuízos que a execução destas obras estão a causar.

Os presidentes das juntas de freguesia de Santa Maria Maior e Campo de Ourique, Miguel Coelho e Pedro Costa, respetivamente, já tinham antecipado a sua oposição ao plano, agora implementado, lamentando a falta de auscultação das juntas de freguesia neste processo, assim como dos moradores, trabalhadores, estudantes, comerciantes ou visitantes. Apesar das obras se centrarem na baixa da cidade, o desvio do trânsito para outras zonas da cidade, já sobrecarregadas, implica mais constrangimentos nos acessos pedonais e rodoviário.

Também as entidades promotoras do comércio na cidade, lamentam o facto de as medidas implementadas não terem sido objeto de atempada informação aos empresários das zonas intervencionadas e associações que os representam, assim como a ausência de medidas mitigadoras e condições alternativas de mobilidade e acessibilidade. Como consequência poderemos assistir a elevadas quebras de faturação.

Foi com esta premissa que o PS pediu este debate alargado, para que todos os intervenientes sejam envolvidos e contribuam para uma solução, mais adequada.

Na sua intervenção, Pedro Costa questionou o atual executivo sobre o Plano implementado, nomeadamente sobre os estudos e análises que levaram a esta solução, que impactos negativos e positivos foram identificados, qual a opinião da CARRIS sobre o Plano, qual a priorização e coordenação dos circuitos implementados, entre outras questões. O deputado acrescentou ainda que uma solução participada, onde todos sejam envolvidos, ajudaria a entender e a clarificam as soluções adotadas, reforçando que se exige saber mais, se este plano é dinâmico, temporário ou definitivo, a pretexto da redução das emissões.

A falta de políticas e planos de mobilidade em Lisboa é um problema da maior importância para o PS e para os lisboetas, que merecem ser ouvidos e esclarecidos, perante as dificuldades que agora se agravaram e enfrentam diariamente.

Assista às intervenções do deputado municipal Pedro Costa, neste importante debate para a cidade de Lisboa.

Intervenção I

Intervenção II

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