A Assembleia Municipal de Lisboa debate hoje o “Estado da Cidade”, com o qual se pretende analisar as principais questões, desafios e problemas que se colocam a Lisboa. O Partido Socialista (PS) participa ativamente neste debate e entende que ele é também uma oportunidade para fazer uma avaliação da atuação do executivo municipal.

A intervenção do Grupo Municipal do PS ficou a cargo do deputado municipal Miguel Coelho. Numa intervenção incisiva, apontou o que o atual executivo fez de bom e o que ainda falta fazer, quando passa o primeiro ano do mandato da coligação “Novos Tempos”.

“O Estado da Cidade não é nada bom. É mau. Em alguns pontos, caótico e mesmo desmoralizante. Já aqui referi algumas das áreas onde isso é gritante”, foi assim que Miguel Coelho se referiu ao trabalho que tem sido desenvolvido pelo atual executivo liderado por Carlos Moedas.
Para o PS não está, nem nunca esteve em causa a legitimidade política deste executivo, para governar a cidade de Lisboa. “O Estado da Cidade está pior” afirmou o deputado municipal, referindo-se à falta de gestão e de políticas públicas, ao nível da habitação, do ruido, da mobilidade, da higiene urbana e da ação social.
Falar de bloqueio não pode ser justificação, quando “até aos primeiros dias de setembro, das 700 propostas que levou ao executivo municipal, o PS só votou contra quatro” recordou Miguel Coelho deputado municipal do PS e presidente da junta de freguesia de Santa Maria Maior.
A cidade de Lisboa está sem rumo e sem estratégia apesar da “habilidade para se promover e transformar as suas omissões ou clonagens, em “obra feita”, afirmou o deputado municipal. Para o PS é imperioso dialogar em prol da cidade e dos Lisboetas. É preciso que o atual executivo liderado por Carlos Moedas, assuma se quer ou não trabalhar com as juntas de freguesia, sem se vitimizar e deixar de ser o presidente do passa culpas.

Miguel Coelho defendeu ainda que “Lisboa precisa de uma Câmara que olhe pelas pessoas, individual e coletivamente.” Que “Talvez esta inação ou ausência de medidas se justifiquem porque” Carlos Moedas “não quer comprometer-se com coisas difíceis, polémicas, que hipotequem as suas ambições de exercer outros cargos no Estado.” disse.

Assista à intervenção do deputado municipal Miguel Coelho.

Comments are closed, but trackbacks and pingbacks are open.