A Residência Universitária Manuel da Maia, foi inaugurada no dia 17 de abril pela Câmara Municipal de Lisboa, um equipamento desvalorizado durante dois anos, pelo atual executivo municipal.
Não é demais lembrar que houve um atraso real, na assinatura de um simples protocolo, assegurado no anterior mandato, na sequência do Programa de Reconversão de Edifícios da Segurança Social iniciado em 2020 e que impediu a abertura desta Residência no ano letivo passado.
Este atraso negligente e incompreensível, impediu a Universidade de Lisboa de lançar todos os procedimentos para aquisição de bens e serviços, que permitiam a abertura da residência. Apenas e só graças a um esforço hercúleo da Universidade foi possível a Carlos Moedas inaugurar, como seu, mais um projeto do anterior executivo.
Há dois anos que o Partido Socialista alerta a Câmara de Lisboa, para a importância da abertura deste equipamento, que permitirá alojar 320 estudantes do Ensino Superior, numa altura em que a falta de alojamento é, porventura, o maior fator de abandono escolar na Área Metropolitana de Lisboa.
Com muita insistência do Partido Socialista, a assinatura do protocolo teve lugar a 31 de outubro de 2023.
O Presidente da Câmara de Lisboa falhou e a Vereadora da Habitação falhou, e não entendeu que este protocolo deveria ter sido uma prioridade, porque preferiu inaugurar com pompa e circunstância, uma residência para estudantes privada, no centro da cidade, inacessível à classe média alta da nossa população.
Este equipamento situa-se na Alameda Afonso Henriques, e teve um investimento de 17 milhões de euros, parcialmente financiados pelo PRR. Os Serviços Sociais da Universidade de Lisboa irão assumir a gestão dos alojamentos que integram a Residência Universitária Manuel da Maia, pelo prazo de dez anos, renovável por dois períodos iguais e sucessivos.
O executivo empurrou durante dois anos, 320 estudantes para um difícil e dispendioso mercado de arrendamento, quando poderiam ter vivido melhor os seus inesquecíveis tempos de universidade.
É hora deste executivo honrar os seus compromissos e governar.
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