O orçamento da Câmara Municipal de Lisboa para 2024 e as Grandes Opções do Plano (GOP) para o quinquénio 2024-2028, estiveram hoje, dia 12 de dezembro, em debate e em votação na Assembleia Municipal de Lisboa.
Em nome do Grupo Municipal do Partido Socialista, o deputado Hugo Lobo anunciou a abstenção do PS, na votação do orçamento municipal de Lisboa para 2024. Desta forma o PS viabilizou o documento, garantindo as condições de governabilidade necessárias ao atual executivo, “evitando aquilo que seria mais ou menos previsível e inevitável: a vitimização do Presidente Carlos Moedas, a ficção do bloqueio por parte do Partido Socialista à gestão de Carlos Moedas, o alibi que Carlos Moedas gostaria de ter, para justificar a inoperância, a incompetência, a incapacidade de fazer”, referiu Hugo Lobo.
Uma das preocupações sinalizadas prendeu-se com os valores da despesa corrente, que tendo em conta a conjuntura nacional, europeia e mundial de abrandamento da economia, irá traduzir-se inevitavelmente num ajustamento em baixa da receita corrente do município, o que a médio prazo, poderá criar dificuldades orçamentais. Acresce ainda a preocupação com a política do município em abdicar da receita do IRS, em montantes crescentes, que parecem configurar alguma imprudência.
Para o Grupo Municipal do PS o orçamento e as GOP não dão resposta aos grandes desafios, com que a cidade está confrontada, hoje e nos próximos anos.
Na Habitação o executivo de Carlos Moedas diminui o investimento da autarquia em habitação pública, reduzindo-o de 207 milhões executados pelo PS nos últimos quatro anos para 132 milhões de euros previstos ao longo deste mandato.
Quanto à mobilidade, constata-se um aumento da dotação, mas continua ausente qualquer visão, qualquer intervenção de fundo, o que é confirmado pela fraca execução do orçamento de 2023, 45% até outubro.
Sobre o ambiente e estrutura verde, verifica-se para 2024 um corte em relação a 2023 e quanto ao combate às alterações climáticas não existe qualquer tradução orçamental.
Carlos Moedas não tem projeto, não tem ideias, não tem rasgo e este Orçamento e estas Opções são disso uma ilustração indesmentível.
O PS viabiliza o orçamento, porque Lisboa e os lisboetas estão primeiro.
Na sua intervenção, Hugo Lobo abordou ainda temas como, o investimento na economia ou o estado social local.
Assista à intervenção do deputado municipal socialista Hugo Lobo.
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