O orçamento municipal para 2025 e o último deste executivo, foi hoje debatido e votado na Assembleia Municipal.

Em nome do Partido Socialista (PS), o deputado Hugo Lobo criticou o entusiasmo com que o presidente Carlos Moedas se refere ao seu orçamento e sublinhou que o PS não partilha dessa emoção. Para o Partido Socialista, este orçamento não assenta em qualquer estratégia ou ambição para a cidade e não serve quem nela, vive, trabalha ou visita. Comporta riscos significativos, no que respeita ao equilíbrio estrutural a médio prazo, para as contas da autarquia, com uma dependência acrescida da taxa turística. Na sua intervenção o deputado referiu que, existe ainda uma constrangedora situação de tesouraria.

Sobre as GOP – Grandes Opções do Plano, Hugo Lobo comparou a um “exercício de copy paste dos anos anteriores”, o que revela desde logo, falta de soluções para gerir a cidade, mas também desinteresse e desrespeito pelos lisboetas e pelos eleitos.

Como se pode acreditar num presidente, que diz trabalhar com e para as pessoas, quando apresenta um orçamento, onde é clara a ausência de politicas públicas para as pessoas. O orçamento da Câmara de Lisboa para 2025, corta no Fundo de Emergência Social de apoio às famílias, desistiu da renda acessível e da classe média.

Lisboa regista e continuará a registar, uma profunda degradação, ao nível das relações institucionais saudáveis, que devem existir entre o presidente da Câmara e os presidentes das juntas de freguesia. Para Hugo Lobo, Lisboa será em 2025, uma cidade com uma degradação significativa em várias áreas como, no transporte público, na higiene urbana, no espaço público e na mobilidade.

  • Assista à intervenção do deputado municipal Hugo Lobo.
  • Assembleia Municipal, 10 de dezembro de 2024.

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